Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Parece que é a extremunção

 

Aqui a Maria Rosa anda desaparecida... É tudo da desinspiração, que é que querem? Uma mulher ainda vê uns filmes de vez em quando mas já não anda com as ganas de agarrar na caneta e no bloco da Knorr que me ofereceram há duas semanas no Pingo Doce do meu bairro e começar a escrever meia dúzia de linhas sobre isto e aquilo, ou coisa que o valha. E uma coisa é certa, filhos, se a inspiração não vem à Maria Rosa, a Maria Rosa prefere ficar quietinha e caladinha.  Respeito muito quem escreve, como as senhoras da TV Guia ou da TV 7 Dias ou da Dica, e portanto aguentem. Que eu também aguento.


Maria Rosa, a sopeira



publicado por CahiersDasSopeiras às 23:57
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Olhem-me para esta safada!

 

Ainda parece que foi ontem que vi esta safada num filme a deixar aquele caixa de óculos do Woody Allen e a ir viver com outra mulher... Ou naquele em que deixa a cabeça em água daquele narigudo bonzinho que só queria ficar com o filho...

 

Parece mesmo que foi ontem e afinal a mulher faz hoje 60 anos ou coisa que o valha e continua a ter aquele arzito de "vou ali toda lampeira às compras com o cabelo a esvoaçar como num anúncio da Lóriali". E eu aqui a raspar todas as noites os joanetes com pedra pomes a ver se isto desaparece e a sentir as maminhas a taparem-me o umbigo quando me sento numa cadeira baixinha.

 

E nem é só isso... A sôdona Streep para além de enxuta também não é parva nenhuma e quer seja a cantar como uma arara afinada ou metida com um tenente francês (a mim nem um trolha moldavo, mas vá...) acaba sempre por nos fazer querer bater palminhas no fim dos filmes em que se mete.

 

Olha, cada um tem a sorte que tem e eu nasci para isto.

 

(Mas só porque sou uma sopeira invejosa, meti aqui uma fotografia dos presuntos da desavergonhada. Se olharem com atenção ainda veêm um princípio de joanetes. Ou então só um dedito ou outro meio torto... Raio da mulher que nem nos pés consegue ser velha...)


Maria Rosa, a sopeira

 



publicado por CahiersDasSopeiras às 18:51
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
E não é que este garoto fez um filme do Rambo todo sozinho?

 

 

Uma colega minha diz que  leu num sítio qualquer  que um sujeito dos Estados Unidos se aborreceu de estar em casa e decidiu fazer um novo filme do Rambo. Um novo que é como quem diz porque ele pegou no livro com que tudo começou mas ainda se armou mais que o Stallone.

 

É que se esse tipo grandalhão andava feito barata tonta, com todos os problemas dele e com as minhoquinhas das memórias da guerra e a catrefada de tiros e de gandulos atrás dele e essas coisas por aí fora, este aqui ainda se meteu em mais trabalhos...

 

Não é que o garoto fez o filme todo sozinho no apartamento tipo caixa de fósforos que ele tem? E não fez uma curta-metragem. Foi uma coisa à grande, com quase duas horas! E tudo por tuta e meia.

 

Lá na estreia daquilo (onde estiveram duas dúzias de gatos pingados) o sujeito disse que aquilo é, e que os santinhos me perdoem por estas ordinarices, "um vai-te foder para o mundo da TV e dos filmes que dizem 'esta é a única maneira de fazer filmes'". E quem fala (e faz coisas) assim não é gago, não senhor.

 

(A ver se isto volta a pegar...)

 

Maria Rosa, a Sopeira



publicado por CahiersDasSopeiras às 12:29
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Isto ainda não deu as últimas

 

 

A gente compreende que a meia dúzia de parvalhões que ainda vem aqui espreitar esta mixórdia deve pensar que isto acabou. Tenho muita pena de ser aqui a Maria Rosa a dar-vos as más notícias mas não, isto ainda não foi desta para melhor. Pode estar com os pés para a cova mas ainda se esnfragalha todo para ficar por aqui, como um daqueles mortos vivos dos filmes. Pelo menos aqui na cabeça das sopeiras, doutoras da limpeza e bombeiras de serviços e biscates alheios.

 

Pode não ser hoje, nem amanhã, nem nas próximas semanas. Mas volta. Ou eu não me chame Maria Rosa da Consolação Tavares Garcia.

 

Tenho dito.



publicado por CahiersDasSopeiras às 19:23
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Para a próxima calas-te...

 

Aqui a Maria Rosa anda tão estafada que nem tem tempo para se coçar mas não gosto nada de deixar isto ao Deus dará e então vou só mandar umas postas de pescada para aqui, a ver se isto não ganha bicho...

 

Parece que um senhor que escreve sobre cinema nos Estados Unidos levou um chuto no cu do canal onde trabalhava porque tirou um filme da Internet sem ter pedido com jeitinho. O filme é o daquele monstro com umas coisas tipo unhas a saírem-lhe das costas da mão e, pelo que eu li, alguem pôs aquilo tudo na Internet e ficou meio mundo em polvorosa: uns porque viram o filme antes dele sair para as salas e outros porque já começaram a perder dinheiro com isso.

 

Não vou ser mentirosa (que gosto pouco dessas fitas) e dizer que nunca vi nenhum filme daqueles que o meu Ricardo diz que «saca» lá da Internet mas também o senhor parece que é parvo. Uma coisa é a gente se meter a roubar a grande e à francesa, outra é quando somos estúpidos e vamos dizer isso para a televisão todos cheios de fanfarronice.

 

Ganha juízo ó cachopo, nem parece que és crescido!

 

Maria Rosa, a Sopeira

 



publicado por CahiersDasSopeiras às 20:30
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Mas não percam...

...mas vão ver, filhos!



publicado por CahiersDasSopeiras às 10:46
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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Uma congestão com sabor a açafrão das Índias

 

 

A minha amiga Adília anda muito à frente. Escreveu ontem aqui sobre o filme do barbudo e eu venho ainda falar do filme do indianito que fica ricalhaço. Aquilo já estreou há uma catrefada de semanas e ainda anda tudo com a passaroca aos saltos com o filme. Que é uma maravilha! Que é vibrante, ou lá o que é! Que é obra-prima! Que é melhor que Jesus Cristo e os apóstolos todos juntos e aos saltos!

 

Olhem, e é mesmo para ser curta e grossa, nem me aqueceu nem me arrefeceu! Para um filme passado na Índia parece que o senhor abusou das especiarias.

 

Não é que aqui a Maria Rosa esperasse grande coisa. Estes olhos que a terra há-de comer já viram uns filmes do tal senhor inglês que fez este “Quem quer ser Bilionário?” e não tinham ficado muito agradados. Começou tudo com aquele dos drogaditos com estilo e, a partir daí, nenhum dos que apareceram a seguir me amaciou a azia.

 

O senhor deve ter insónias e depois dá-lhe para isto. Como se a vida de toda a gente (drogados, mortos-vivos e indianos pé-rapados) fosse sempre uma roda-viva com toda a gente a saltar como o maluco lá da terra faz na festa da aldeia quando tocam o «Baile de Verão» do Zé Malhoa.

 

É um sacana exagerado, é o que é. E isso eu não aguento. Que uma sopeira pode ter muitos defeitos, tudo bem… Que se lambuze de uma ponta a outra, é lá com ela. Que se ajoelhe para tirar uma gordura mais entranhada do forno, aguenta-se. Mas no fim do dia a gente anda de cabeça levantada porque manteve direitinho o código moral das sopeiras.

 

Este senhor no final de contas parece levar tudo à frente daquela testa enorme que ele tem sem pensar naquilo que está a fazer. Quanto mais vistoso melhor, não é Senhor Boyle? Depois logo se vê se se arranja um espacinho para a gente pôr a cabeça a funcionar.

 

É claro que não é um mau filme (e às vezes tem momentos de que aqui a Maria Rosa gostou),  mas, com tanta gente a falar daquilo com elogios a saltarem da boca como comida mastigada na boquinha de uma daquelas meninas que comem muito para mandar tudo cá para fora, esperava melhor.

 

Pronto. Tem tudo a ver com aquilo que a gente espera quando entra na sala de cinema. E eu só tinha lá entrado para limpar o chão.

 

Maria Rosa, a Sopeira

 



publicado por CahiersDasSopeiras às 10:07
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Terça-feira, 31 de Março de 2009
Sacana do barbudo

 

A Adília bem que já tinha visto a cara daquele senhor em muita t-shirt velha que usou para limpar muito chão no São Jorge. Durante a Festa do Avante então é vê-las a passar vestidas. Mas o que eu não sabia é que lá o senhor que ainda não percebi bem se se chama Ernesto ou Che ou Guevara ou Comandante era assim a modos que um herói do povo cubano. Ou pelo menos é a ideia que o filme daquele filmador que fez uma coisa que eu vi há uns bons anos sobre cassetes de vídeo, sexo e muita aldrabice faz passar.

 

Ora aquilo foi na sexta-feira à noite, quando estava a Adília a tentar fingir para uma velhinha exigente que as cadeiras da sala 6 no Saldanha Residence não estavam rasgadas, que começou o filme. Lá me deixei ficar.

 

Primeiros, aquilo era uma aparadela boa nas barbas daqueles cabeludos todos. Depois, não percebo lá muito bem porque é que, a cada terra que passa o senhor argentino ou cubano, já sei lá eu, toda a gente o trata como o Zé Manel que salvou a Floripes de se afogar lá em Vale da Pinta, quando ele (agora é o cabeludo de Cuba outra vez) também espetava com uns bons tiros em testas de bigodões mal rapados.

 

Ora lá que fez coisas boas, pois sim, que pode ter feito, mas também era bom se a gente se perguntasse se foi assim tudo tão limpinho. Agora que o senhor dos Toros está bem, lá isso está.

 

E depois fiquei esturricada quando o filme acabou a meio…sem mais nem menos.

A Maria Alice da bilheteira é que depois me explicou que aquilo está dividido em dois. Lá tem a Adília de ver a segunda parte no meio das limpezas do Nimas. Tem de ser, olha.

 

Malvados dos barbudos que só me fazem perder tempo e dar menos uma passagem com líxivia nas casas de banho.

 

Adília, a mulher a dias.



publicado por CahiersDasSopeiras às 08:59
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Sexta-feira, 13 de Março de 2009
O raio do velhinho aprontou de novo

 

Estreou ontem o novo filme daquele velhote pacato que antigamente gostava de andar à pistolada e eu ainda nem vos falei do outro filme dele que estreou há uns tempos. E se no desta semana o senhor aparece de espingarda em punho e tudo, nesse que vi há umas semanas as coisas não eram assim tão alvoraçadas.

 

No filme (que se chamava “A Troca”) uma mãe faz um favor a uma colega e vai fazer-lhe as vezes na companhia dos telefones. Quando volta a casa o filho não está lá e a gente percebe logo que o miúdo não foi jogar à bola ao quintal da vizinha… Tudo isto porque perde o eléctrico para casa. Se em vez de andar a fingir que trabalha toda lampeira de patins tivesse aproveitado para patinar até casa talvez se safasse da trapalhada toda que veio a seguir. Mas em frente...

 

A Polícia lá da cidade dela impinge-lhe outro gaiato para fazer às vezes do filho. Mas não enganam a senhora que aquilo era carinha de um, cuzinho do outro, como costumava dizer a minha tia. Depois disso vem a sem-vergonhice. Chegam a dar-lhe uns choques para ver se ela ganha juízo mas ainda a põem mais atiçada. Parecendo que não uma vez também estava a mudar uma tomada, apanhei um choque, e não precisei de beber o meu cafezinho curto durante uma semana, tal era o sobe e desce que se emaranhava aqui por dentro.

 

Ainda estou para saber como é que uma moça tão jeitosa como a Angelina Jolie se conseguiu esconder debaixo daquela angústia toda, sem precisar de fazer olhinhos de carneiro mal morto. Não é todos os dias que a gente vê uma cara a torcer-se toda assim, ainda para mais com um chapelinho que mais parece um penico enfiado na cabeça.

 

Pronto… O que eu vos digo é que cheguei a casa tão nervosa (mesmo depois daquele final “sossega lá minha filha, e segue em frente”) que tive de pedir ao Aníbal para me esfregar as costas com álcool, para aliviar a tensão.

 

O velhote Clint anda a deixar-nos mal habituados. Eu sei que não é nada bonito só falar da idade mas faz-me espécie. O senhor sempre fez filmes bons mas parece que anda a afinar-se. Isto já foi o da rapariga do boxe que leva um mau murro e fica entravadinha, já foi o da guerra dos chineses ou dos japoneses, ou coisa que o valha de olhos em bico, e agora este... apesar de não ser tão bom, também não é nada de se deitar fora.

 

Parece-me, mas isto é só aqui a Maria Rosa a pensar, que não há muita gente por esse mundo fora a fazer filmes com histórias que digam tanto sobre a gente. Deve ser da idade. Uns começam a esquecer-se do próprio nome. Outros passam a usar fraldas. E depois há este tipo de velhinhos: os que aproveitam o tempo livre para olhar para os outros e prestar atenção ao mundinho que há fora do centro de dia.

 
Sacana deste Clint que me deixou toda cheia de tremeliques.
 
Maria Rosa, a Sopeira

 



publicado por CahiersDasSopeiras às 18:16
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009
Um início como deve de ser...

 

Eu nem vou muito à bola com filmes com super-heróis e macacadas dessas. Mas este caiu-me no goto. E caiu-me logo ao princípio... quando vi esta abertura bem jeitosa.

 

Assim visto em pequenino pode não dar para perceber mas os senhores que fizeram isto devem ter tido o cabo dos trabalhos para fazer uma coisa destas tão perfeitinha e que nos mete logo dentro desta história de super-heróis desnaturados. E a música do meu amigo Bobby fica aqui que nem ginjas!

 

Qualquer dia falo do filme...

 

Maria Rosa, a Sopeira



publicado por CahiersDasSopeiras às 21:07
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