Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Onde raio andam as mulheres fatais?

A Gilda é que manda...

 

Num jornal inglês, que, pelo nome, é o Independente lá do sítio mas sem os jornalistas todos metidos na coca (como parecia no início) ou na pinga (já mais para o final da coisa), mandam a pergunta para o ar: Onde raio andam as mulheres fatais?

 

Sim. Onde andam aquelas tipas que andavam sempre muito dengosas, com um cigarrito ao canto boca e na ponta dos dedos, a dar cabo da vida dos homens com que se metiam. No cinema é que não estão, não senhora!

 

Tudo bem que uma galdéria daquelas só arranja é sarilhos mas também a gente não quer saber só de garotas que gostam de ir às compras ou que falam de homens de dez em dez minutos. Pelo menos a femme fatale mete as mãos na massa...

 

E mais não digo que isto hoje está apertadinho de tempo.

 

Maria Rosa, a Sopeira


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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
Ainda nos bonequitos dourados...

Este senhor não estava lá este ano
 

Aquilo já foi há uma catrefada de dias mas as pessoas continuam a falar da coisa. Uma colega minha aproveitou o nosso intervalo e levou-me a ver uma coisa na Internet. Uns senhores de uma revista fizeram uma lista com todos os filmes que ganharam o prémio principal. Mas não é uma lista ranhosa qualquer...

 

Os senhores meteram a colher em cada um dos filmes, e responderam às perguntas: «O que é?», «Porque é que ganhou?», «Merecia Ganhar?» e «Vale a pena dar uma olhadela?». E lá metem umas piadolas lá pelo meio para a gente arreganhar a tacha quando lê (não foi eu que li porque para mim era chinês mas a Aleksandra ajudou-me a entender as coisas pela rama).

 

Parece que estes  jornalistas não pensam o mesmo que os senhores que votam nos prémios já que quase nunca concordam com os que levaram o bonequito para casa. E, nesta lista de filmes que ganharam o prémio do sr. Oscar, chegam a cascar com jeitinho em filmes como o da senhora branquinha que tem um motorista pretinho e simpático ou aquele do óle det jéze... E quem sou eu para contrariar...

 

Maria Rosa, a Sopeira

 

 



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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
E os meus rissóis até azedaram...

Só espero que não o engula... ou então sim, para ver se ganha juízo.

... quando o senhor do E.T lá disse o vencedor do melhor filme. Pronto... mais um ano em que o prémio vai para um filme de que, daqui a meia dúzia de anos, ningúém se vai lembrar. Que eu já sei do que a casa gasta.

 

Tudo bem  que só vi o do indianito milionário mas se aquele era o melhor filme daqueles cinco, fica-me aqui a roer uma azia... Mas em vez de tomar um Kompensanzito prefiro lembrar que a moça do Titanic ganhou o prémio que já devia ter ganho há dois anos, com o filme da mulher desgostosa com o marido que se embrulha com outro. Mas agora pouco importa, já foi para para casa da mulher.

 

De resto até que gostei do espectáculo. O homem que fez de vaqueiro naquele filme da Austrália abriu aquilo a 100 à hora, com música e dança (mas devia ter ficado só por aí porque mais tarde deu-lhe também para aquilo e já foi fraquinho) e houve alguns bocados que me fizeram rir (uns porque sim outros porque o meu Ricardo me traduziu...)

 

Mas do que eu gostei mesmo foi daquelas alturas em que apareciam os actores que já ganharam o tal Oscar e anunciavam os nomeados deste ano. No meio daquele espectáculo

em que parecia estar tudo feito para despachar as coisas o mais depressa possível ainda foram aqueles bocaditos que me deixaram com arrepios na espinha. E a pensar em cinema...

 

Para o ano há mais e eu devo acabar por ver outra vez. Assim como assim, mesmo que não haja uma encomenda de rissóis para acabar, há sempre insónias para dar e vender.

 

Maria Rosa, a Sopeira



publicado por CahiersDasSopeiras às 23:48
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A noite dos bonequitos dourados

Como vou ter de passar a noite a pé a acabar uma encomenda de rissóis para fora que tenho de entregar amanhã às dez para uma em Algés devo passar os olhos pela festa dos bonequitos dourados.

 

Nem devia... porque normalmente acabo com azia... Os Óscares nunca vão para aqueles de que gosto e fico fula com isso. Mas olhem, ou é isto ou tinha de ouvir aqueles programas dos telefones e assim até os rissóis azedavam.

 

Dos filmes que o meu Ricardo disse que podiam ganhar só vi um, aquele com o menino do concurso na Índia, e para dizer a verdade nem me aqueceu nem me arrefeceu. Fraquito, pensei eu. Assim ao calhas acho que até era bonito ganhar o do senhor que nasce velhinho ou o do outro que nasce maricas.

 

Mas passando à frente que isto daqui a nada começa.Sim, não vi quase nenhum filme mas também me gosto de armar em fina e de mandar as minhas postas de pescada.

 

Então isto era assim se eu mandasse lá no sítio:

Filme: Filme do velhinho que fica novo/Filme do mariquinhas pespineta

Realizador: entre os dois que fizeram estes filmes aqui de cima

Actor: o senhor que se meteu no boxe e deu cabo da carita que Deus lhe deu e que agora parece que está na mó de cima (além disso morreu-lhe o cãozinho...)

Actriz: a menina do Titanic (que já fez outras coisas bem jeitosas mas sem a música bonita da Celine Dion)

Actor secundário: tanto faz... vai ganhar o morto

Actriz secundária: a espanhola ou aquela quarentona toda jeitosona que faz de stripper no filme do lutador.

 

E chega! Agora vou ali continuar a fazer o recheio dos rissóis que o camarão já cozeu...

 

Maria Rosa, a Sopeira



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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Os abraços rotos do Almodóvar

A Casimira veio agora correr chamar-me. Que tínhamos de ir ao computador, que era urgente, que tudo e mais alguma coisa. Fomos então chatear a senhora da bilheteira porque é a única que tem computador e internet.

Quando vi o que aquela desgraçada me queria mostrar até fiquei com o credo na boca. Não é que aquele maluco espanhol que aqui a Maria Rosa gosta tanto, o Pedro Almodóvar, já meteu um anunciozinho com as imagens do novo filme?

Chama-se Los Abrazos Rotos e tem outra vez a Penelope Cruz aquela espanhola que aparece no filme de que falei há uns dias. Na Espanha estreia para o mês que vem. Aqui ainda deve demorar e a Maria Rosa fica a chuchar no dedo uma data de meses. Ora buelas!

 

 



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Uns tirinhos nunca fizeram mal a ninguém...

 No Oeste é que era...

Isto anda cada vez mais inseguro e mais não sei quê. São os carjacks e homejacks e essa fruta toda...

Lá na América a rebaldaria já vem de longe e uns senhores de um jornal (ou revista ou sítio das internets) foram buscar à arca dos dvds as melhores cenas dos filmes em que uns mafiosos matam uns quantos desgraçadinhos. Na maior parte das vezes também são mafiosos, mas já que foram levados por Deus nosso Senhor  e estão a fazer tijolo passam a ser pobres coitados.

Acho que devem dar um olho na lista dos senhores americanos e apreciar aquelas cenas de toca e foge em que acaba sempre um a estrebuchar no chão. Como é quase sempre entre meliantes até nem me faz espécie.

O preferido aqui da Maria Rosa é o que está em quarto lugar. Quem me tira uma cowboyada do esparguete tira-me todo.

 

Maria Rosa, a Sopeira


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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
Cuidado com as estrangeiras no cio

 A mim ninguém me convida para piqueniques destes...

 

Quando era gaiata, duas amigas lá da terra tentaram-me a ver se eu ia passar uns dias fora da vila. Estávamos de férias e aquilo pareceu-me bem melhor do que ficar aquele tempo todo a ajudar a minha mãe nas limpezas ou a atender velhos rançosos na «taberna» do meu tio.

 

Com muita pena minha, mal falei disso ao meu pai acabei na cama a chorar com a bochecha vermelha da bordoada que levei. Já a Dulce e a Rosário, que não tinham pais que lhes dissessem «cheiras a rameirice e nao é pouco!», lá foram... e voltaram. Cheias de histórias para contar durante um ano e sem os três, mas na mesma, pobrezitas.

 

As duas badalhocas do filme que fui ver a semana passada também devem ter voltado lá para a América cheias de histórias, porque aquilo foi um forrobodó daqueles... O filme começa com as duas moças, a Vicky e a Cristina,  a chegarem a Barcelona para passar umas férias.

 

Estava um calor que não se podia e, quando o tempo está assim não há nada a fazer: é cowboyada na certa. O realizador também não deixa a gente se angustiar muito e passados uns minutos já aparece um tipo espanhol armado em macho latino a querer saltar-lhes para cima da cueca. E ao mesmo tempo ainda por cima. Benza-o Nossa Senhora de Fátima, que a gente até aprecia senhores com à vontade e sem panconices.

 

E pronto... Uma arma-se em esquisita, ai que não quer, que se vai casar, mas é logo a primeira a provar o bocadillo do engatatão. A outra, que não gosta de se armar em pobre e mal agradecida, também não lhe fica atrás e vai logo para casa do senhor de malas e bagagens. (E que bagagens! Que uma coisa não se pode deixar de dizer mesmo que me chamem de lésmica, ou lá o que é. Já não se via um filme com tanto par de mama tão grande, tão natural e saudável desde os filmes marotos das Vixens).

 

Um pandemónio. Uma menina certinha que quer estar casada mas não quer (o que a gente a compreende...), outra que quer alguma coisa mas não sabe bem o quê (a gente compreende, mas menos...), uma ex-mulher passada dos cornos que aumenta ainda mais a sem-vergonhice do filme...

 

No final, fiquei com um sabor um piquinho amargo na boca. A gente até se ri daquilo tudo mas dói um bocadinho ver aquela gente tão desorientada a passar por tanto. E depois a acabar tudo na mesma... como na história das minhas amigas, mal acomparado.

 

Maria Rosa, a Sopeira

 



publicado por CahiersDasSopeiras às 19:34
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Agora está armado em parvo.

Deve ter feito uma promessa para não cortar o barbaçame

 

Tudo bem que até pode ser combinado, que esta gente lá da América gosta muito de gozar com a própria cara, mas mesmo que seja... valha-nos Deus! Estou a falar do moço que fez de mauzão no filme do gladiador e de "paz-de-alma" apaixonado pela ceguinha no filme com os monstros (que afinal são só pessoas amalucadas).

 

O rapaz andou a dizer que já não ia fazer mais filmes e que ia fazer música e mais não sei quê. Agora parece que, para além de deixar os filmes, também deixou a cabeça em casa e foi para a televisão grunhir como gente grande. Ora vejam o moço a falar com o Herman José da América.

 

Pode ser tudo uma mentira mas isto não é figura que se apresente. A Rute, que quer ser manicure mas treme muito das mãos, disse que o irmão dele morreu com droga a mais no corpinho. Cá para mim este deve estar a fazer tudo para lhe ganhar. E, pelos vistos, está a esmerar-se!

Maria Rosa, a Sopeira


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publicado por CahiersDasSopeiras às 15:20
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Ó pra eles prontinhos prós Óscares

Pode não parecer mas estão sem parte de baixo...

A Lenka , uma colega minha que veio da Moldávia há uns anos,  também tem a mania das Internets e mandou-me uma coisa pelo e-mail. Parece que uma revista americana juntou uma data de actores e realizadores e pô-los lado a lado tipo fotografia do antigamente. Parece também que os filmes deles estão todos (ou quase todos) nomeados para os Óscares e isso é uma riqueza.

 

A gente pode ver a Penelope Cruz e o Woody Allen (ela bem que tenta chamar a atenção mas ele prefere chinesinhas), o monhézito com o realizador que foi para as Índias, a menina do Titanic e o marido a controlarem-se para não desatarem à lambuzada, aquele que antes era um bonitão, e que depois se meteu no boxe e ficou com a cara feita num oito, ao lado do senhor que o foi tirar à valeta e fez um filme com ele, e o velhito pistoleiro que  faz filmes bem bonitos, e que aparece sozinho com um carro (cada um tem a companhia que merece.)

 

A revista chama-se «Vanity Fair» (pedi à Lenka para escrever o nome porque ela tem estudos) e está lá tudo. Chamam-lhe portfolio... eu chamo uma data de fotografias jeitosas.

 

Maria Rosa, a Sopeira



publicado por CahiersDasSopeiras às 14:40
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Um recado...

Quando a 'Zabetinha ainda se tinha de pé, tadinha...


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