Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
O que arde cura...

Aqui, ela vai mandar o filho morto pró rio. Diz que é um ritual no Norte...

Ontem tava a bisbilhotar o Destak e reparei que o filme Veneno Cura já só está numa salita de cinema. É pena, acha aqui a Maria Rosa, porque não é todos os dias que a gente vê um filme tão sem vergonha como aquele.

 

Já tinha visto o filme há duas semanas mas nos entretantos andei a trabalhar que nem uma desvairada nas limpezas, a fazer comidinha num restaurante do Cacém aos fins-de-semana e a fazer massagens chinesas ao meu Júlio, que anda com as costas feitas num oito depois de ter tentado imitar o homem das vacas daquele filme das Austrálias que fomos ver.

 

E pronto, quase me esquecia de falar deste filme que mete tudo ao barulho. Uma desgraçada que perde o filhito bebé e que vai para cadeia, um advogado que é brutamontes mas que gosta dela e que, por acaso, também gosta da própria irmã.

 

A irmã anda doentinha e já não toma conta como deve ser do bordel dela, que não é bem um bordel mas p’ra aqui tanto faz. Lá no estebelecimento trabalha uma outra moça que gosta que lhe «espreitem» para a boca do corpo, e que gosta de um fotógrafo que anda de cabeça perdida, por que o deixaram ou ele deixou alguém o o diabo a sete.

 

Pessoas tristes mas com coragem, é o que vos digo. E pronto, a Maria Rosa gostou,  e apesar de estar a contar isto tudo como se fosse uma novela da TVI, não tem nada a ver.  A rapariga que fez aquilo tem ganas, benza-a Deus.

 

A Alzira que também viu o filme disse-me que se tinha agoniada toda com uma parte que lá há com uma galinha sem cabeça a estrebuchar. E eu disse-lhe: «Eu cá gostei, ó Alzira. Até parece que a gente também não passa o tempo todo a estrebuchar qual galinha de cabeça arrancada!» Ela calou-se um bocado e  disse que tinha gostado mais do filme do Xrróter (foi o que me pareceu). Se eu não soubesse que ela nasceu lá no cu de Judas...

 

A vida é triste, filhas. E uma mulher sofre.  A certa altura aquela rapariga que trabalha no bordel diz p'ró homem que já não a quer: «No cu, como tu gostas». Só para o ter de volta! Eu cá nunca me meti nisso, mas pelo o andar da carruagem das coisas com o Júlio qualquer dia também tenho de puxar uns cordelinhos desses. Para animar...

 

Ó Júlio, tu gostas?

 

 

Maria Rosa, a Sopeira



publicado por CahiersDasSopeiras às 18:56
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5 comentários:
De MARCELLO a 31 de Janeiro de 2009 às 11:17
... duvido dos personagens deste relato, mas realço a maneira como està escrito! bom para publicar! ...


De mitsou a 31 de Janeiro de 2009 às 22:20
Parabéns pelo destaque. Merecido!

(Já está nos meus Favoritos)

Jinhos :)


De Maria Araújo a 1 de Fevereiro de 2009 às 23:42
Este post está demaiiiiiiiiiiiiiiiiiis!


De Joanina a 2 de Fevereiro de 2009 às 21:55
Este blog esta GENIAL!!! Parabéns!!... Vai já direitinho, direitinho, para a minha lista de links.
Bj da Jo


De Peter a 26 de Janeiro de 2015 às 11:26
soberbo


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