Domingo, 1 de Março de 2009
Assim não quero mais vida nenhuma

 Second Life

Isto é uma vergonha… Tenho deixado aqui o estaleiro sem as minhas ideias sobre os filmes que andam aí nos cinemas. E se há coisa que aprendi com a minha tia, minha professora nas sopeirices, limpezas e afins, é que temos sempre de fazer o nosso trabalho com rigor e asseio.
 
E pronto… cá estou eu para vos falar de um filme português que fui ver há mais de um mês e que ainda me anda a roer aqui dentro. Era um filme todo armado em fino, com um nome em inglês e tudo: Second Life (que segundo me disse a Diane (diz-se Dáiane), que é brasileira e sabe inglês e espanhol, quer dizer segunda vida). Só espero que nessa vida não haja nenhum filme como este, senão não vale a pena ninguém cá vir de novo gastar tempo.
 
Mas vamos lá ao que interessa. A gente ainda começa por ver umas paisagens muito bonitas e a Lúcia Moniz com um sujeito estrangeiro metidos num daqueles balões que voam e pensa: se calhar isto não vai ser assim tão mau. Mas afinal é só para enganar…
 
Depois aquilo começa a arrancar e começam a aparecer uma data de senhores famosos (que eu bem lhes conheço as fuças da televisão). Pelo que eu percebi, para entrar naquele filme é preciso aparecer na televisão, mesmo que seja só para estar ao fundo numa cena. Por acaso até acho que vi a certa altura o José Figueiras agachado e escondido atrás de uma árvore mas parece que fui a única.
 
Meia dúzia de cenas depois – em metade delas a gente leva com as mamas da Liliana Santos na cara (e talvez seja a única coisa boa no filme) – um tipo aparece morto numa piscina. Mas pelos vistos não está bem morto porque se mete a falar connosco e a repetir mais de vinte vezes a mesma coisa «E lá estava eu na piscina, morto». Sim filho, nós estamos a ver.
 
A partir daí é o regabofe. Não se percebe mais nada, vai-se até à Itália, vê-se o Ruy de Carvalho a fazer figuras mais tristes do que as que faz nas novelas da TVI, o Nicolau Breyner mostra-nos como é um mafioso retardado, e por aí fora. Baralham e voltam a baralhar tudo uma carradona de vezes. Até fiquei tonta e não foi por causa daquela cena num miradouro em Lisboa em que a câmara roda mais que um daqueles carrosséis na antiga Feira Popular.
 
Uma amiga minha que também viu o filme disse que aquilo era assim para ser a pessoa que está a ver o filme a decidir e a pensar sobre o filme. Isso é muito bonito mas cá para mim isso tem outro nome: preguiça.
 
Olhem, para uma coisa serve este filme. Para perceber porque é que aquele moço que apresentava o programa dos pastéis de nata usa uma boina. É que a idade aperta e a calvície não perdoa, tadito.
 
Maria Rosa, a Sopeira

 



publicado por CahiersDasSopeiras às 15:41
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

2 comentários:
De Maria Araújo a 3 de Março de 2009 às 21:17
Perante esta explicação, está decidido. Second life, may be, on another life.
Beijinho


De Sopeira-por-conta-própria a 15 de Abril de 2009 às 23:53
Só digo isto: as pessoas deviam ser puribidas de dizer mal do ruy de carvalho, que é um homem que ademiro muito. Um grande senhor do teatro. Só tenho pena é dele não fazer muitas peças com o Lá Féria, porque só fui ao Teatro para ver a D. Amália e o mai fer lai.

Só digo mais isto: amiga Maria Rosa, que você vê mal, eu já sei, agora que não pensa no que escreve.. nunca pensei. Então como é que podia tar a ver o Zé Figueiras, se tinha acabado de dizer que no filme só aparece gente da televisão?


Comentar post

pesquisar neste blog
 
posts recentes

Parece que é a extremunçã...

Olhem-me para esta safada...

E não é que este garoto f...

Isto ainda não deu as últ...

Para a próxima calas-te.....

Mas não percam...

Uma congestão com sabor a...

Sacana do barbudo

O raio do velhinho apront...

Um início como deve de se...

arquivos

Novembro 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Novembro 2008

Outubro 2008

Julho 2008

subscrever feeds