Sexta-feira, 13 de Março de 2009
O raio do velhinho aprontou de novo

 

Estreou ontem o novo filme daquele velhote pacato que antigamente gostava de andar à pistolada e eu ainda nem vos falei do outro filme dele que estreou há uns tempos. E se no desta semana o senhor aparece de espingarda em punho e tudo, nesse que vi há umas semanas as coisas não eram assim tão alvoraçadas.

 

No filme (que se chamava “A Troca”) uma mãe faz um favor a uma colega e vai fazer-lhe as vezes na companhia dos telefones. Quando volta a casa o filho não está lá e a gente percebe logo que o miúdo não foi jogar à bola ao quintal da vizinha… Tudo isto porque perde o eléctrico para casa. Se em vez de andar a fingir que trabalha toda lampeira de patins tivesse aproveitado para patinar até casa talvez se safasse da trapalhada toda que veio a seguir. Mas em frente...

 

A Polícia lá da cidade dela impinge-lhe outro gaiato para fazer às vezes do filho. Mas não enganam a senhora que aquilo era carinha de um, cuzinho do outro, como costumava dizer a minha tia. Depois disso vem a sem-vergonhice. Chegam a dar-lhe uns choques para ver se ela ganha juízo mas ainda a põem mais atiçada. Parecendo que não uma vez também estava a mudar uma tomada, apanhei um choque, e não precisei de beber o meu cafezinho curto durante uma semana, tal era o sobe e desce que se emaranhava aqui por dentro.

 

Ainda estou para saber como é que uma moça tão jeitosa como a Angelina Jolie se conseguiu esconder debaixo daquela angústia toda, sem precisar de fazer olhinhos de carneiro mal morto. Não é todos os dias que a gente vê uma cara a torcer-se toda assim, ainda para mais com um chapelinho que mais parece um penico enfiado na cabeça.

 

Pronto… O que eu vos digo é que cheguei a casa tão nervosa (mesmo depois daquele final “sossega lá minha filha, e segue em frente”) que tive de pedir ao Aníbal para me esfregar as costas com álcool, para aliviar a tensão.

 

O velhote Clint anda a deixar-nos mal habituados. Eu sei que não é nada bonito só falar da idade mas faz-me espécie. O senhor sempre fez filmes bons mas parece que anda a afinar-se. Isto já foi o da rapariga do boxe que leva um mau murro e fica entravadinha, já foi o da guerra dos chineses ou dos japoneses, ou coisa que o valha de olhos em bico, e agora este... apesar de não ser tão bom, também não é nada de se deitar fora.

 

Parece-me, mas isto é só aqui a Maria Rosa a pensar, que não há muita gente por esse mundo fora a fazer filmes com histórias que digam tanto sobre a gente. Deve ser da idade. Uns começam a esquecer-se do próprio nome. Outros passam a usar fraldas. E depois há este tipo de velhinhos: os que aproveitam o tempo livre para olhar para os outros e prestar atenção ao mundinho que há fora do centro de dia.

 
Sacana deste Clint que me deixou toda cheia de tremeliques.
 
Maria Rosa, a Sopeira

 



publicado por CahiersDasSopeiras às 18:16
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2 comentários:
De Maria Araújo a 16 de Março de 2009 às 23:53
Com esta história tão bem contada, dá vontade de ver o filme.
Gosto desta sopeira muito cinéfila.


De Sopeira-por-conta-própria a 15 de Abril de 2009 às 23:34
Só digo isto: Grande coisa! Assim até eu fazia filmes... este filme é da história da médie. Só inventaram isso de arranjar outro garoto, para os estrangeiros não acusarem de ser imitação.

Não acho grande novidade. Não acho não.

Inda digo mais isto: a Angelina é a mantilhona do brad pitt!


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