Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Olhem-me para esta safada!

 

Ainda parece que foi ontem que vi esta safada num filme a deixar aquele caixa de óculos do Woody Allen e a ir viver com outra mulher... Ou naquele em que deixa a cabeça em água daquele narigudo bonzinho que só queria ficar com o filho...

 

Parece mesmo que foi ontem e afinal a mulher faz hoje 60 anos ou coisa que o valha e continua a ter aquele arzito de "vou ali toda lampeira às compras com o cabelo a esvoaçar como num anúncio da Lóriali". E eu aqui a raspar todas as noites os joanetes com pedra pomes a ver se isto desaparece e a sentir as maminhas a taparem-me o umbigo quando me sento numa cadeira baixinha.

 

E nem é só isso... A sôdona Streep para além de enxuta também não é parva nenhuma e quer seja a cantar como uma arara afinada ou metida com um tenente francês (a mim nem um trolha moldavo, mas vá...) acaba sempre por nos fazer querer bater palminhas no fim dos filmes em que se mete.

 

Olha, cada um tem a sorte que tem e eu nasci para isto.

 

(Mas só porque sou uma sopeira invejosa, meti aqui uma fotografia dos presuntos da desavergonhada. Se olharem com atenção ainda veêm um princípio de joanetes. Ou então só um dedito ou outro meio torto... Raio da mulher que nem nos pés consegue ser velha...)


Maria Rosa, a sopeira

 



publicado por CahiersDasSopeiras às 18:51
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
E não é que este garoto fez um filme do Rambo todo sozinho?

 

 

Uma colega minha diz que  leu num sítio qualquer  que um sujeito dos Estados Unidos se aborreceu de estar em casa e decidiu fazer um novo filme do Rambo. Um novo que é como quem diz porque ele pegou no livro com que tudo começou mas ainda se armou mais que o Stallone.

 

É que se esse tipo grandalhão andava feito barata tonta, com todos os problemas dele e com as minhoquinhas das memórias da guerra e a catrefada de tiros e de gandulos atrás dele e essas coisas por aí fora, este aqui ainda se meteu em mais trabalhos...

 

Não é que o garoto fez o filme todo sozinho no apartamento tipo caixa de fósforos que ele tem? E não fez uma curta-metragem. Foi uma coisa à grande, com quase duas horas! E tudo por tuta e meia.

 

Lá na estreia daquilo (onde estiveram duas dúzias de gatos pingados) o sujeito disse que aquilo é, e que os santinhos me perdoem por estas ordinarices, "um vai-te foder para o mundo da TV e dos filmes que dizem 'esta é a única maneira de fazer filmes'". E quem fala (e faz coisas) assim não é gago, não senhor.

 

(A ver se isto volta a pegar...)

 

Maria Rosa, a Sopeira



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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Onde raio andam as mulheres fatais?

A Gilda é que manda...

 

Num jornal inglês, que, pelo nome, é o Independente lá do sítio mas sem os jornalistas todos metidos na coca (como parecia no início) ou na pinga (já mais para o final da coisa), mandam a pergunta para o ar: Onde raio andam as mulheres fatais?

 

Sim. Onde andam aquelas tipas que andavam sempre muito dengosas, com um cigarrito ao canto boca e na ponta dos dedos, a dar cabo da vida dos homens com que se metiam. No cinema é que não estão, não senhora!

 

Tudo bem que uma galdéria daquelas só arranja é sarilhos mas também a gente não quer saber só de garotas que gostam de ir às compras ou que falam de homens de dez em dez minutos. Pelo menos a femme fatale mete as mãos na massa...

 

E mais não digo que isto hoje está apertadinho de tempo.

 

Maria Rosa, a Sopeira


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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Os abraços rotos do Almodóvar

A Casimira veio agora correr chamar-me. Que tínhamos de ir ao computador, que era urgente, que tudo e mais alguma coisa. Fomos então chatear a senhora da bilheteira porque é a única que tem computador e internet.

Quando vi o que aquela desgraçada me queria mostrar até fiquei com o credo na boca. Não é que aquele maluco espanhol que aqui a Maria Rosa gosta tanto, o Pedro Almodóvar, já meteu um anunciozinho com as imagens do novo filme?

Chama-se Los Abrazos Rotos e tem outra vez a Penelope Cruz aquela espanhola que aparece no filme de que falei há uns dias. Na Espanha estreia para o mês que vem. Aqui ainda deve demorar e a Maria Rosa fica a chuchar no dedo uma data de meses. Ora buelas!

 

 



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Uns tirinhos nunca fizeram mal a ninguém...

 No Oeste é que era...

Isto anda cada vez mais inseguro e mais não sei quê. São os carjacks e homejacks e essa fruta toda...

Lá na América a rebaldaria já vem de longe e uns senhores de um jornal (ou revista ou sítio das internets) foram buscar à arca dos dvds as melhores cenas dos filmes em que uns mafiosos matam uns quantos desgraçadinhos. Na maior parte das vezes também são mafiosos, mas já que foram levados por Deus nosso Senhor  e estão a fazer tijolo passam a ser pobres coitados.

Acho que devem dar um olho na lista dos senhores americanos e apreciar aquelas cenas de toca e foge em que acaba sempre um a estrebuchar no chão. Como é quase sempre entre meliantes até nem me faz espécie.

O preferido aqui da Maria Rosa é o que está em quarto lugar. Quem me tira uma cowboyada do esparguete tira-me todo.

 

Maria Rosa, a Sopeira


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publicado por CahiersDasSopeiras às 16:12
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Ó pra eles prontinhos prós Óscares

Pode não parecer mas estão sem parte de baixo...

A Lenka , uma colega minha que veio da Moldávia há uns anos,  também tem a mania das Internets e mandou-me uma coisa pelo e-mail. Parece que uma revista americana juntou uma data de actores e realizadores e pô-los lado a lado tipo fotografia do antigamente. Parece também que os filmes deles estão todos (ou quase todos) nomeados para os Óscares e isso é uma riqueza.

 

A gente pode ver a Penelope Cruz e o Woody Allen (ela bem que tenta chamar a atenção mas ele prefere chinesinhas), o monhézito com o realizador que foi para as Índias, a menina do Titanic e o marido a controlarem-se para não desatarem à lambuzada, aquele que antes era um bonitão, e que depois se meteu no boxe e ficou com a cara feita num oito, ao lado do senhor que o foi tirar à valeta e fez um filme com ele, e o velhito pistoleiro que  faz filmes bem bonitos, e que aparece sozinho com um carro (cada um tem a companhia que merece.)

 

A revista chama-se «Vanity Fair» (pedi à Lenka para escrever o nome porque ela tem estudos) e está lá tudo. Chamam-lhe portfolio... eu chamo uma data de fotografias jeitosas.

 

Maria Rosa, a Sopeira



publicado por CahiersDasSopeiras às 14:40
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
Pró infinito e mais não sei quê!

Não me parece que este lá vá receber o prémio...

Ai que riqueza tão grande! A Lurdes, que trabalha ali nos novos cinemas de Alvalade e que tem a mania que sabes das coisas, deu-me uma notícia tão jeitosa.


Parece que os senhores do Festival de Cinema lá de Veneza se deixaram de caganeirices e decidiram dar o prémio grande aos senhores daquela empresa que faz filmes de bonequitos.

 

Parece que o Manoel de Oliveira já recebeu o mesmo prémio mas acho que ele já não tem idade para ver bonecos.


A Pixar (acho que é este o nome de que a Lurdinhas me falou) já fez filmes muito bonitos e que aqui a Maria Rosa gostou muito: o dos bonequinhos que falavam e se mexiam, o do ratinho com a mania que era o Chef Silva, o do robô autista...


A gente gosta quando as pessoas importantes páram de se armar em finas e começam a  dar importância a quem faz por isso.


Maria Rosa, a Sopeira

 


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publicado por CahiersDasSopeiras às 18:31
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
O meu corpo nunca pagou...

 António na lida da casa

Há uns vinte anos, andava eu a servir na casa de uma senhora fina na zona do Chiado, e via muitas vezes o António Variações. Rua acima, rua abaixo... Como era mais nova e nunca tinha visto barbas daquelas fazia-lhe olhinhos enquanto acartava as compras da madame. Apesar de, na altura, ser toda roliça e jeitosa, o rapaz nunca me ligou nenhuma.

 

Ora ontem, uma sobrinha do meu Júlio, que trabalha numa empresa que faz filmes, disse-me ao jantar que estão a fazer um sobre a vida do tal músico que também era barbeiro e o diabo a sete. Mas acho que há um problema. O tipo que escreveu a história está quase a bater com a porta porque não gostou da conversa do homem que vai meter o dinheiro.

 

Acho que é o mesmo que esteve por trás do filme do Padre Amaro excitado e daquele sobre a Carolina Salgado. Portanto não me parece que venha daí coisa boa...

 

Com o Variações ninguém se mete senão a Maria Rosa alça do espanador e vai tudo a eito ao som daquela do corpo é que paga e mais não sei que da cabeça não ter juízo.

 

Comigo é que ele nunca perdeu o juízo. Já a minha patroa me dizia: «Se queres um barbudo mais vale ires ter com o da Costa da Caparica!».

 

Maria Rosa, a Sopeira

 


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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Miúdo do Karaté

 

 

A Adília está apoquentada. Acho que foi lá para aquela altura em que eu limpava boites no Cais do Sodré que o patrão me deixou ver aquele filme sobre o miúdo que aprendia karaté. Aquilo mudou a minha vida. Desde aí que limpo vidros tão bem que nem a Maria Amélia de Alfragide com os seus jornais consegue bater-me.

 

Nunca mais me esqueci daquele velhinho com ar de chinês mas que afinal parece que nasceu na América. Até tive de me assoar há uns tempos quando soube que ele tinha ido desta para melhor. É que foi ele que me ensinou aquela técnica do uáxe óne, uáxe ófe e eu passei a ser uma mulher diferente sempre que limpava o pára-brisas da Renault 4L que o Alfredo lá tem na garagem.

 

Olhem que hoje a Maria Rosa disse-me que iam fazer um filme igual mas com outros actores. O miúdo parece que é filho de um famoso e o mestre vai ser aquele que dá muitos pinotes, o Jackie Chan. Irra que não gosto do homem! Parece uma pulga com desarranjos intestinais. Se não dá para trazer o homem valente que me ensinou a limpar vidros da cova vale mais não fazerem outro filme.

 

Olhem, pois de mim, não levam um tostão pelo bilhete. Se calhar a vê-lo vai ser enquanto limpo o chão da sala 7 no Colombo.

 

Adília, a mulher-a-dias


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publicado por CahiersDasSopeiras às 19:10
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